Hilson Cunha Filho
O uso de substâncias psicoactivas é actualmente um dos maiores responsáveis pelo peso global da doença em quase todas as regiões do mundo, nomeadamente na região europeia, com todas as implicações que isso acarreta para os sistemas de saúde.
Este artigo procura antes de mais contextualizar e caracterizar o consumo de substâncias em Portugal, tendo como base os inquéritos nacionais de saúde desenvolvidos nos últimos anos. Ao analisar as tendências de evolução destes consumos, procura alertar para a necessidade de desenvolver estratégias de saúde abrangentes que permitam limitar os danos causados aos indivíduos e à população por este consumo.
Por fim, chama a atenção para a necessidade do envolvimento dos profissionais da saúde e para o interesse de se desenvolverem políticas consistentes e claras de controlo do uso de substâncias, à semelhança do que vem ocorrendo para o tabaco.
Palavras-chave: tabagismo; alcoolismo; toxicodependência; comportamentos de risco; Portugal.